Viajar na viagem

Relatos de uma expat.

CHI SONO

Utente: Fernandabrjp
Nome: Fernanda
Pertenço à malta dos curiosos e abelhudos. Gosto de falar de quase tudo, mesmo que seja quase nada...mas gosto mais de escrever do que de falar. Apesar do meu instrumento de trabalho ser a palavra falada, gosto também de escutar. Aliás, dizem por aí que sou uma ótima ouvinte. Então, estou aqui para ouvi-los escrever. Tomem cuidado: sou perita em ouvir o silêncio.

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martedì, 17 novembre 2009

Macau e Hong Kong

Decidi que era a hora de voltar e isso é bom. Decisões são sempre decisões, soam definitivas, como aquelas “nunca mais vou deixar de fazer dieta” , “ nunca me senti assim antes,” , etc.  Mas é isso. A volta traz um gostinho bom, de novidade, de saudade. Fazia já um tempo. 3 meses sem escrever aqui e 3 meses, bom, são 3 meses, né. Mas essa coisa da volta também está aqui toda dúbia. Vou voltar para o Brasil e cá entre nós, conto as horas. A minha casa já tem caixas para tudo quanto é lado.

Mas voltando a esses causos que conto aqui de vez em quando.  Como não viajei muito no verão, achava que soaria repetitiva minhas historietas aqui. Bem, me enganei. Pelo menos eu acho.  Porque cada minuto é sim diferente de cada um.  E eu não estava vendo a coisa toda.

Mas voltando ao que interessa. Viajei para Macau e Hong Kong. Na verdade, queria ir para Pequim, mas também queria conhecer Macau e como Macau é pertinho de Hong Kong (1 hora de barquinho assustador), resolvi que conheceria essa China pero no mucho. Pois é.  Macau não é considerada China bem como Hong Kong. Acho que essas duas cidades são as únicas que você não precisa de visto para entrar.  Chega lá na fila da imigração, entrega o passaporte e pronto. Voila!

Em  Macau.

Engraçado como a língua pode fazer você sentir o lugar de uma forma diferente. Em Macau, cuja língua oficial é o português, mesmo ninguém falando,  tem uma atmosfera bem familiar e caseira. Apesar dos milhares de casinos espalhados pela minúscula cidade.  Foi colonizada e administrada por mais de 400 anos pelos portugueses e é considerada a última colônia européia na Ásia.  Somente em 1999 Macau voltou a fazer parte da China.

Macau atrai diversos turistas, desde aqueles interessados em conhecer o interessante lado da convivência entre o Oriente e o Ocidente,  ou aqueles interessados em jogar. Os jogadores de plantão que o dizem: Macau é a Las Vegas da Ásia.  Dizem por lá que a maioria que joga são o chineses de Hong Kong.  Podres de ricos. O interessante é que já que todo o dinheiro movimentado do casino não pode ser levado integralmente para Hong Kong, ha uma inúmera quantidade de joalherias espalhadas pela cidade.
Outra coisa interessante. Em Macau, duas moedas são aceitas na cidade. A pataca, que é de lá mesmo, e o dólar de Hong Kong.

A comida portuguesa também é comum por lá. Uma macauense(?) disse que lá duas coisas eram bem famosas e que eram tipicamente portugueses. “Macalhau” (assim mesmo e que descobri ser os bolinhos de bacalhau)  e os famosos pastéis de Belém portugueses (tortas de ovo). Pecaminosamente  provados e aprovados pela brasuca aqui.

Pelo que percebi, os chineses são bem informais, falantes (como falam alto!), adoram comer  e jogar Mahjong! E valendo dinheiro.

Em Hong Kong, tudo é bem caótico. É um dos metros quadrados mais caros do mundo. Na região onde fiquei, me senti num  Bom Retiro com a 25 de março elevado a décima potência. A oferta de coisas falsificadas e de qualidade a desejar são realmente um forte cenário por lá.

PS. Tentei, tentei e nao consegui coloca-las aqui.
para ver as fotos, clique aqui



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De volta ao blog.

Ah. Ando de volta. Nao desisti do blog nao. Apenas nao viajei tanto e estive ocupada com outras coisas. Nao queria entrar aqui e escrever coisas como se estivesse escrevendo um diario. Sei la. Vai entender a esquisitice do bicho homem. 
Bem,  viajei um bocadinho desde agosto. Conheci mais um pouco do Japao. Fui para lugares interessantes em Tokyo e Nikko. Lindo. 
E  acabei de voltar de Hong Kong e Macau. Fui na sexta e voltei na segunda.  Queria conhecer a China, se bem que Hong Kong eh uma outra China. E Macau entao! Que viagem de lugar. Amanha tem jogo de volei do Brasil aqui em Osaka. Comprei o ingresso! Primeira vez que assisto a um jogo da selecao ao vivo!
Bem, vou ficando por aqui... estou na hora do almoco aqui na Universidade, matando o tempo para nao cair no sono. O inverno faz todo mundo ligar o aquecedor nos seus 30 graus! Da um sono danado...
Ate breve!

postato da: Fernandabrjp alle ore 11:52 | link | commenti
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sabato, 15 agosto 2009

Nara

Apenas uma vez fui a Nara. Dizem ser uma das cidades mais bonitas do Japao. A concorrencia fica entre ela e Kyoto, que tambem eh de tirar o folego.
Fui a Nara a convite de uma amiga que la mora, por uma razao especial. Nas proximidades do templo principal da cidade, o Todaiji, haveria uma iluminacao especial, dedicada ao festival Obon, epoca em que os espiritos retornam a terra para visitar seus familiares. Eh uma epoca onde o cheiro de incenso e de oferendas nos cemiterios (frutas, flores, presentes) eh abundante, tudo misturado ainda ao som das cigarras e o calor que te sufoca.
Confesso que ja vi muitas coisas bonitas aqui no Japao, mas nada comparado a o que eu vi em Nara. Ali, o campo iluminado a velas - que podem ser vistas como representacoes das almas - foi de uma energia arrebatadora. Valeu a pena o calor, valeu a pena ter carregado o tripe para tentar fazer fotos a noite, a minha primeira tentativa.




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categorie: fotografando, essa vida louca no japao
lunedì, 10 agosto 2009

A melodia das cigarras não cessam. Que coisa essa? As cigarras são feias, barulhentas, tem uma história efêmera. É o som do verão, verão esse que é meu último aqui no Japão. Por que a demora em escrever? Eu mesma me pergunto do porque das coisas.  Todo mundo faz isso. Um dia está azul, outro cinza. Como a alma da gente. Pela primeira vez em seis anos, não sairei do Japão no verão. Malas prontas, bagagem na mão, coisas de viajante. Passaporte, estrada, lua, esquina. Para onde ir? E porque ir?

Pensei em Macau. Mas anda tendo uns tufões por lá. Então, o negócio é ficar quieta e fazer a lição de casa. Direitinho.

Não contei pra vocês que meu computador quebrou. Fiquei vagando de computador em computador, até eu decidir que estava na hora de fazer um investimento numa máquina nova. Fiquei mais de um mês para decidir qual seria a melhor opção, e decidi. Comprei um Mac. Andava com medo de não me dar bem com a novidade, essa coisa de aprender a mexer em coisas novas requer tempo. Mas gostei da experiência. Estou gostando. Macintosh é muito acessível no Japão.  Aliás, a única coisa que eu ainda acho um pouco difícil é  fazer os comandos da acentuação.

Semana passada estive em Nagasaki. A cidade é um charme! Uma mistura de ocidente e oriente. Coloco aqui algumas fotos.

Mas o lugar que mais me impressionou foi uma ilha chamada Hashima ou Gunkanjima, como é mais comumente chamada. Nos anos 70, era o lugar mais populoso do planeta. A ilha foi usada para exploração de carvão, e era da empresa Mitsubishi. A média de população era de 835 pessoas por  hectare. Muita gente. 

A extração do carvão cessou nos anos 70, fazendo com que saíssem todos os seus habitantes. O que restou na ilha foram os prédios abandonados,  objetos, ruínas. Somente neste ano a ilha foi reaberta para visitação.  E estive lá.

Nagasaki é uma viagem. Influência portuguesa (igrejas católicas, mártires), holandesa, chinesa. Uma verdadeira salada russa. Sem falar na sua história marcada pela destruição.

Para ver as fotos, clique aqui

Para ver o video sobre a ilha fantasma, clique aqui.

 




lunedì, 15 giugno 2009

                                          A pesquisa, o templo e a polêmica


Escrever requer paixão. E ultimamente ando tão desapaixonada da escrita que até nem me reconheço mais. Acho que é um pouco de sentimento de culpa por estar empacada na escrita da tese, e não conseguir me aventurar pelo teclado a não ser que seja para esse objetivo.

O meu último ano no Japão está sendo uma série de despedidas e correria para visitar lugares que não fui e que tenho vontade de ir. Por exemplo, já planejei minha ida ao famosíssimo festival de Gion, em Kyoto. Todo ano eu dizia a mim mesma...o ano que vem eu vou... mas agora essa frase soa quase como brincadeira. Como se o dia-de-são-nunca realmente tivesse chegado. Deixar para o ano que vem é praticamente condenar a visita para o “nunca mais”. Nessa de “agora ou nunca”, comprei o ingresso. Vou.

Semana passada estive em Tóquio. Fazia uns bons 6 meses que não ia para lá. A capital japonesa é realmente fascinante. E só me lembro disso quando vou para lá. É um frenesi, um corre-corre, uma confusão de gente e milhões de linhas de metrô que se misturam. É uma confusão só, o povo que sobe a escada rolante do lado direito (em Osaka é para ficar do lado esquerdo). Osaka e Tóquio são bem parecidas, mas são também diferentes. Perto de Tóquio, Osaka fica tão interiorana (que os Osaka-jins não me ouçam dizer tal heresia que faria alimentar ainda mais a rivalidade entre as duas cidades). Encontrei alguns amigos que não via há seculos, visitei lugares interessantes e fiz uma visita na importante biblioteca do congresso.

A biblioteca é imensa, fica no quarteirão mais policiado de Tóquio, pertinho da casa (uma mansão)  do primeiro-ministro Taro Aso, e logo que saí da estação já vi uma cena rara: uma manifestação praticamente em frente ao escritório de Aso, dos hibakushas – os sobreviventes da bomba atômica, que pedem melhores condições de tratamento médico. Manifestação organizada, sem atrapalhar trânsito. Coisa singela. Coisa japonesa.

A biblioteca, além da dimensão assustadora, é de uma eficiência de dar gosto de pesquisar. Você entra, coloca seus pertences num armário, fecha, pega uma sacolinha plástica transparente para você por lápis, caderno, celular, água, e entra com um cartão que você prepara num computador com os seus dados. Entrando, vai para um terminal solicitar o livro. Dá para de antemão pesquisar os livros pela internet em inglês, então eu já sabia o que eu queria. Mas a solicitação que é feita na biblioteca (somente pelo computador) é toda feita em japonês. Funcionários falantes de inglês têm aos montes para te ajudar a entender como fazer a solicitação. Livro solicitado, você vai para uma imensa sala de espera com um painel gigante que avisa quando o seu livro está disponível. Demora entre 20 minutos a meia hora para o material chegar. O número do meu cartão brilhando no painel avisava que a minha solicitação já estava disponível. Eu pedi pra ver uma revista intitulada “Imperador” que continha fotos que mostravam o lado “humano e comum” do Hirohito. Material de 1946, microfilmado. Leitores de microfilme modernos me esperavam e lá fui eu. Mas o material que tinha me levado a Tóquio ficava em um outro andar: uma sala apenas para pesquisa de materiais sobre a história do Japão moderno. O fundo que me interessava era o do período da ocupação americana, que tinha muita coisa em inglês, circulares secretas, decretos, etc. Queria esmiuçar alguns pontos. Depois de selecionado o material que queria tirar cópia, assinei um termo onde diz que vou utilizar o material somente para escrever a tese. O material solicitado seria enviado pelo correio e o pagamento seria feito somente quando eu tivesse o material em mãos. Chegou nessa quarta o envelope com as cópias e a notinha para eu fazer a transferência bancária. Eficiente. Já me deu saudades de pesquisar num lugar assim. 

Ainda em Tóquio, tinha planejado visitar um lugar polêmico. Aqui no Japão, visitar esse lugar pode ter muitas conotações. Se um japonês falar que visitou tal templo, com certeza vai ser tachado de cara de “direita”. A minha amiga japonesa que me acompanhou, no dia anterior enquanto conversávamos com um amigo japonês dela, disse baixinho que ia no tal templo e o amigo arregalou os olhos e emitiu o famoso "êeeee", interjeição de espanto dos japoneses...

Yasukuni é o templo para os mortos de guerra. E todo ano, quando algum político vai para lá (lembro muito de ser mostrado na TV o alvoroço quando Koizumi ia visitá-lo), protestos da China , da Coréia e de Taiwan mostram a insatisfação e consideram uma afronta tal ato.

O culto aos mortos e ancestrais é muito respeitado no Japão. Para os japoneses, os mortos são “sagrados” e devem ser cultuados, segundo as tradições budistas. Por exemplo, o festival “Obon” na segunda semana de agosto, é um dos mais importantes, quando todos os japoneses costumam voltar para a sua terra natal para ficar com a família. Nessa semana, os japoneses acreditam que os seus ancestrais retornam para casa para ficar com a família.

No templo Yasukuni, são cultuados os espíritos de quase 2 milhões e 500 mil soldados que têm seus nomes grafados no templo (o respeito e a importância é tamanha que os nomes dos soldados foram escritos no que eles chamam de “Livro das almas” pelos filhos do imperador ou pelo próprio, ou seja, doaram a sua “sagrada” caligrafia para o registro).

 Mas a polêmica está no fato de o templo também servir de abrigo para o espírito de 14 criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial. A sociedade japonesa se divide entre aqueles que acham que os espíritos de tais criminosos devem continuar a ser cultuados em tal templo (são considerados “mártires” julgados injustamente pelas forças Aliadas) e outra parte da população que acha que deve separar o joio do trigo, não se deve misturar alhos e bugalhos, ou seja, para esses criminosos, outro templo, por favor.

O templo acabou virando o símbolo do nacionalismo japonês. Na entrada vi vários elementos disso: um senhor tocando “shaminsen” vestia uma camiseta com a antiga bandeira japonesa, que dizia que o Japão devia voltar ao que era antes; e os temidos carros pretos. Aqui, a direita japonesa pode ser vista pregando em vans normalmente pretas, com a bandeira japonesa pintada nas portas e com autofalantes entoando canções militares ou o hino nacional japonês. São conhecidos como “Uyoku”, e foram muito solidários aos americanos no sentimento anticomunista durante a guerra fria. O caráter dos seus participantes é esse: ultranacionalismo e ferrenho anticomunismo. Na porta do Yasukuni é comum ver seus carros estacionados, pois para eles os criminosos de guerra que lá estão são grandes mártires. Ver um carro desses na rua me dá um frio na espinha....

Na entrada do templo, logo um aviso aos jornalistas: nada de filmar ou entrevistar as pessoas que estão ali rezando. Respeite a privacidade.

O templo também tem um museu. Encaixou certinho na minha pesquisa. O museu é a exata glorificação da guerra. A guerra como uma obrigação divina. Demoramos cerca de 3 horas dentro do museu, que relatava detalhes de todas as guerras em que o Japão participou, além de tesouros da família imperial. Uma das salas que causa comoção nos japoneses é a sala das noivas, e que é propositalmente, na minha opinião, colocada no final. A sala é repleta de bonecas noivas que foram doadas por mães de soldados mortos que não tiveram a oportunidade do casamento. As noivas ali representadas pelas bonecas serviriam como uma espécie de conforto à alma dos jovens soldados.

Terminar uma exposição com uma sala que faz você se sentir próximo do soldado e compartilhar com ele da sua história, seja pela carta da mãe ou pela carta do próprio soldado que já antevia seu destino e escreveu aos pais, esposas e filhos, nos faz sempre pensar que tudo, tudo tem um propósito. Nada é gratuito. O museu mostra a versão japonesa dos fatos. E pra quem está interessado em ver as várias versões da história, visitar um museu assim é um prato cheio. 

 

PS: para quem tem curiosidade, essa página mostra depoimentos de soldados japoneses – ex pilotos kamikazes, que dão sua visão particular da guerra. O detalhe interessante: a entrevistadora é húngara, que é curiosa em saber porque os jovens japoneses atuais não sentem “orgulho” do Japão. Vale a pena ver. Em inglês.

http://www.morinoske.com/

 


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categorie: , essa vida louca no japao
venerdì, 22 maggio 2009

E a tal da gripe chegou por aqui.

 

Rápidas notícias sobre o andar da carruagem

(Fonte: Japan Times)

 

Aqui as pessoas comentam...como pode se espalhar tão rápido um vírus num país tão asséptico?

Segundo a minha professora de japonês, parte da culpa é  dos jovens colegiais que não tem muita dimensão das coisas. Contou-me que, por conta dos cancelamentos das aulas, os karaokês ficaram abarrotados de estudantes.  Quer lugar mais propício para um vírus se espalhar do que num "karaokê box". E nos trens, nada de usarem máscaras.

Aqui agora, pessoas fogem de velhinhas suspeitas que tossem nas ruas, ou de alguém que acabou de espirrar do seu lado. É um treinamento e tanto para natação, já que ganha aquele que conseguir segurar a respiração por tempo maior.

Uma amiga estava me contando que nesse domingo tem um concerto em Kobe (o “epicentro” da gripe) e está pensando em não ir, mas está com dó de jogar o preço do ingresso pela janela. Mas a idéia de uma sala de concerto com todos mascarados, inclusive os músicos, é um tema e tanto para boas fotos. Coisas estranhas na ilha.

E por falar em bizarrices, ouvi dizer que os estudantes que foram para Nova York e que trouxeram na bagagem além dos tradicionais “omiages”( souvenirs)  o tal do temeroso  vírus, começaram a receber e-mails agressivos, bem como o professor que os acompanhou. Espantoso!

Hoje abri o “Japan Times”, um dos jornais em língua inglesa, que circula por aqui, e vi uma reportagem também não menos bizarra: o diretor da escola dos tais alunos que foram para os EUA, pedindo desculpas por ter permitido o embarque dos 6 estudantes que retornaram ao Japão infectados.

Agora, o que andei procurando pra comprar e não tinha jeito de achar? As máscaras. Esgotadas. Fui com meus amigos ao Carrefour que logo na entrada pedia para as pessoas usarem máscaras dentro do estabelecimento. Foi lá o único lugar que achei as tais. Logo vi de longe um aglomerado de pessoas num stand. Com certeza eram as tais máscaras, que saem por cerca de 15 reais um kit com 11 e por 10 reais um com 3 - esse mais caro porque vem com um refil de eucalipto. Imaginem só se as máscaras não desapareceram num piscar de olhos. Agora, a eficácia da máscara ainda é bastante discutível.

E por falar em modos de prevenção, minha amiga coreana dá uma receita infalível, testada em ratos (?!) na Coréia: coma kimuchi (uma espécie de conserva de acelga, pimenta e alho, muuuuito alho). A minha vizinha sueca disse: para prevenir de pegar a tal gripe, lave as mãos, faça gargarejo e não toque nos cabelos? Hã? Isso mesmo, segundo ela, o vírus pode "grudar" nos cabelos.


PS: Por causa da gripe, um estado de horror se instalou entre todos. Essa semana as aulas foram canceladas e na semana que vem, com certeza vamos ter uma sala de aula 100% mascarada.

 

PS2: No começo da semana, a gripe estava apenas em Kobe e Osaka. Agora, já se espalhou por mais seis prefeituras. Número de hoje: 292 pessoas infectadas.  

PS3: ando meio relapsa com o blog, né? Perdão queridos leitores. Volto assim que terminar uma leitura importante.

 

Abraços – sem vírus.


 


postato da: Fernandabrjp alle ore 12:07 | link | commenti (3)
categorie: essa vida louca no japao
sabato, 28 marzo 2009

 Aloha 2

Honolulu

Pegando uma onda...

Sand Beach

Pedra da Baleia, Sand Beach

Manoa Valley. Lost locations

Entardecer em Ala Moana

 Hora de ir embora, pegar o rumo de casa...


postato da: Fernandabrjp alle ore 22:06 | link | commenti
categorie: viajando pelo havaí

Aloha


Daqui a alguns dias começa o novo ano fiscal japonês. Dia 1o de abril. Mais um ano escolar que se inicia. O meu último aqui. É o 7o ano do ciclo se iniciando, preparando para o desfecho.

O Japão me trouxe coisas boas, mas também tirou muitas. A distância dos queridos, estar num país estrangeiro onde você se sente estrangeiro a todo instante foi uma das coisas mais difíceis de lidar no começo. Depois, como todo bom brasileiro, a gente se acostuma. Graças ao Japão, eu aprendi inglês e italiano. Engraçado isso, mas é verdade. O contato com outros estrangeiros te faz falar em línguas nunca dantes praticadas. O japonês é outra história. No ano passado, fiz meu teste de proficiência em japonês e passei. Esse ano, farei mais um teste para outro nível.

Trabalhar no Japão me fez conhecer nada menos que 16 países. Sempre quis mesmo era viajar, conhecer outros lugares, outras culturas, olhar o que há pelo mundo afora. Aqui, o fato de você viver numa grande comunidade, faz você ter amigos em várias partes do globo. Nunca tive pudores em pedir abrigo aos amigos nas viagens, nem de mochilar, nem de dormir em albergue da juventude.

A minha última viagem foi ao Havaí. Tenho uma amiga lá que me hospedou por 10 dias.

Nunca tinha pensado em visitar o Havaí. Nunca tinha passado pela minha cabeça ir para lá. Inevitável lembrar do seriado “A Ilha da Fantasia” (quem tem mais de 30 sabe do que estou falando).


 Havaí faz parte do território americano desde 1900. A população por lá é multicultural. A maioria (quase 50% da população havaiana) é de origem asiática: japoneses, filipinos, chineses e coreanos fazem parte do cenário havaiano. Apenas 8% da população é nativa havaiana ou polinésia. O Havaí pode ser considerado um ótimo lugar para se viver. Clima sempre agradável (apesar da chuva praticamente diária no inverno); pessoas que vivem no espírito “hang loose” todo o tempo. O “espírito de aloha” (que significa “oi” e “compartilhar, com alegria, da energia da vida) é contagiante, e faz realmente parecer que você está numa grande colônia de férias. Conheci apenas uma ilha do Havaí: Oahu, onde fica a capital, Honolulu.

Honolulu é a cidade de Obama (tem até tour pela escola onde estudou, a casa da avó, onde ele cresceu e tal.) É em Honolulu a famosa Waikiki, a praia dos ricos e point de famosos. Honolulu tem pouco mais de 350 mil habitantes. Cidade limpa, organizada. Sistema de transporte eficiente e preço razoável. “The bus”, “ the boat”; “the taxi” são os nomes das companhias de transporte de ônibus, barco e táxi.

Os japoneses adoram ir ao Havaí. Tanto na ida quanto na volta, eu era a única estrangeira no vôo. O perfil dos japoneses que viajam ao Havaí é mais ou menos esse: casais que se casam por lá e tiram as famosas fotos “arrasta vestidão branco na areia da praia”; casais em lua-de-mel; aposentados (que agora PODEM tirar férias); grupo de estudantes colegiais em viagens de formatura, etc. São tantos japoneses turistas por lá que é comum ver nas lojas, coisas escritas em japonês. 

Se você me perguntar se vale a pena visitar o Havaí, direi que depende do que você gosta. Se gosta de agitação, talvez não seja o melhor lugar para visitar. Mas, para aquele que gosta de natureza, de praias de tirar o fôlego e de uma cor de te deixar boquiaberto, de aventuras radicais (uhuuuuu), é o lugar certo.

Visitei alguns museus por lá. Honolulu Academy of Arts; Bishop Museum. Também fui à Pearl Harbor, que, na minha opinião, o tal memorial e o filminho estilo bombardeio de informações, deixou muito a desejar. O memorial Arizona é um lugar bastante requisitado pelos turistas. É gratuito e no final você vai de barco até o local onde o que restou do “Arizona” jaz. Em frente ao Memorial está o Missouri, aquele navio onde foi assinada a rendição japonesa e tirada a famosa foto de Hirohito e MacArthur. 


Um dos lugares mais fantásticos do Havaí é  Hanauma Bay. Antes de você entrar na reserva, você assiste um filminho ensinando ao turista a preservar o local. Também pudera: é como se você entrasse num aquário para nadar, cheio de várias espécies marinhas e imensos recifes de coral. Foi ali que eu usei o snorkel pela primeira vez.

A baía de Hanauma foi formada a partir da erupção de um vulcão. Aliás, vulcão é o que não falta no Havaí. A ilha “Big Island” é onde tem os grandes vulcões ativos.

O Havaí também me surpreendeu pela quantidade e diversidade de pássaros. Aliás, lá é a morada do nosso Cardeal (chamado de “Brazilian Cardinal”), um simpático pássaro de cabeça vermelha, que sempre anda com seu (sua) companheiro (a).

E lá não tem cobra! Sabe porque? Por que o tal do mongoose é um pequeno grande predador de cobras. Carinha inofensiva tem o bichinho que parece um esquilo, mas ele em ação é outra coisa (veja o que o bichinho é capaz de fazer aqui )

Também é no Havaí que acontece as filmagens do Lost. (E eles pensam que eles estão perdidos...) Fiz a trilha de Manoa Valley (pertinho da Universidade do Havaí, onde fiquei), onde é uma das locações de Lost. Realmente, o Havaí é um ótimo lugar para se perder de tudo e de todos...

Sessão de fotos:

O filho pródigo


Moda Havaiana (pensei em comprar uma dessas para a ala masculina da família, mas mudei de idéia)

O famoso colar de flores. Aqui, na versão de plástico, que já disse uma vez os Titãs,  "as flores de plástico não morrem". 99 centavos de dólar. 


Chamei o James para me buscar.
Mas não sei porque, me deu uma vontade de andar de ônibus. O James pode até ser "o" cara, mas o "The bus" é "o" ônibus. Tem até ar condicionado!

Espírito hang loose... 1
Hang loose 2,

Hang loose 3...
Hang loose 4...(Com o Diamond Head ao fundo)
Hang loose 5... (detalhe o walkman nos ouvidos)
Hang loose 536... casalzinho na areia
Lugar perfeito para aquela atividade física que você sempre pensa em fazer e nunca tem coragem...
ói qui, Waikiki... ...onde quem é a grande estrela é ele, Duke, o maior (sem trocadilhos) surfista havaiano.

Clima romântico - sessão arrasta vestidão.
Outro casal...
E outro... (detalhe para a prancha, o resgate).
E o único casal não japonês da sessão, na lindíssima "Sand Beach" (cuja cor da água é assim mesmo, sem retoques).

Uma versão da história.
O famoso Missouri,
Aqui jaz o Arizona.
 
O memorial, Uma olhadinha por dentro...
E claro, os nomes dos que morreram no bombardeio.

Gente, olha só que presente a cidade de HIROSHIMA deu a Honolulu...
 No museu da Imigração Japonesa no Havaí, uma parte interessante conta a situação dos japoneses por lá durante a guerra. Muitos deles, nipo-americanos, que se inscreveram para lutar contra os japoneses, tinham sua lealdade questionada.
Mural no campus da Universidade do Hawaii, em Manoa.

A fauna,
O mongoose, que anda livremente por todos os lugares.
A lenda da galinha sem cabeça,
O amor é lindo...outras espécies
 A visitante diária (vinha pedir pão no quintal)
Inspiração para Hitchcock,

Come que te faz bem!
O casal brasileiro não é uma fofura?

Olha só o que eu consigo fazer!

Entrada de Hanauma Bay
Regras para os banhistas:
- não pode beber álcool;
- não pode jogar bola
- não pode acampar
- não pode jogar disco
- não pode trazer seu Totó para fazer popô na praia.
- não pode jogar lixo.

Hanauma é linda!
Linda não, belíssima!
Belíssima não, fantástica!
Todos esses adjetivos e mais um: estonteante!

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categorie: viajando pelo havaí
sabato, 21 febbraio 2009

Ando meio com a cabeça cheia. Ontem eu li nada menos do que 3 livros. Parei a meia-noite para descansar, mas as imagens e as palavras lidas ficam martelando na minha cabeça. Já sabia que essa coisa de doutorado ia me fazer ficar louca. E meu tema também... sempre escolhi coisas pesadas para estudar. A minha pesquisa é sobre o período pós 2a guerra, durante o período da ocupação dos aliados no Japão – lê-se americana - e pesquiso três fotógrafos japoneses. Mas primeiro ando vendo um material sobre Hiroshima e Nagasaki, fotografias do ground zero, visões dos japoneses e visões americanas sobre o mesmo tema. Muitas dessas fotos só vieram a público muito tempo depois. Logo depois da guerra, muita coisa foi destruída, em virtude da censura instalada no país durante os 7 anos em que os americanos estiveram presentes por toda a ilha japonesa para “democratizar” o Japão (os americanos chamavam de “uma censura necessária” em prol de uma ocupação pacífica). De uma coisa eu tenho certeza: quem vive hoje aqui não consegue visualizar o inferno ( literalmente falando) que isso um dia foi. Kobe, Tokyo, Osaka, Hiroshima, Nagasaki...no total, 64 destruídas com bombas incendiárias, sendo que as duas últimas com as famigeradas atômicas.
Fim de março, planejo uma viagem a Nagasaki.
Daqui a 10 dias, embarco para ver o outro lado da moeda: a visão americana dos fatos: Pearl Harbor, no Hawaii.  

postato da: Fernandabrjp alle ore 23:50 | link | commenti (4)
categorie: essa vida louca no japao
domenica, 08 febbraio 2009

Um presente

Olha só que legal. A Kanu, uma amiga portuguesa, me deu de presente esse selinho, o blog de ouro. Um super incentivo para as mulheres botarem pra quebrar no mundo virtual, não acham? 

Agora, cada escolhida tem que escolher mais seis blogs para dar o selo. Algumas regras:

- tem que ser mulher (desculpem amigos blogueiros)

- tem que exibir a imagem do selo

- escolher seis mulheres diferentes para entregar o selinho

- deixar uma mensagem no blog da premiada, contando sobre o prêmio.

Eu escolhi essas blogueiras. 

- O lindo dias et noites da Clara, lá na França.

- O da Jamine, lá na Bélgica, sensibilidade pura de um brasileira por aquelas bandas...

- O da Karina, que também narra, como eu, as suas aventuras no Japão.

- Da minha amiga e vizinha Johanna, que apesar de escrever tudo na sua língua,  o sueco, me encanta com a sua disposição em escrever tanto sobre o Japão.  Olhar as fotos é bem legal:-)

- A ótima Lola, que tem um humor delicioso e uma visão super crítica da sétima arte. Gosto muito de passar por lá e ficar horas...

- E o cheio de humor (adoro gente bem-humorada) - homem é tudo palhaço. Um blog de quatro. Literalmente.

Parabéns a todas essas super-mulheres!

 

 

 


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categorie: generalidades pluralidades