Relatos de uma expat.
A pesquisa, o templo e a polêmica
Escrever requer paixão. E ultimamente ando tão desapaixonada da escrita que até nem me reconheço mais. Acho que é um pouco de sentimento de culpa por estar empacada na escrita da tese, e não conseguir me aventurar pelo teclado a não ser que seja para esse objetivo.
O meu último ano no Japão está sendo uma série de despedidas e correria para visitar lugares que não fui e que tenho vontade de ir. Por exemplo, já planejei minha ida ao famosíssimo festival de Gion, em Kyoto. Todo ano eu dizia a mim mesma...o ano que vem eu vou... mas agora essa frase soa quase como brincadeira. Como se o dia-de-são-nunca realmente tivesse chegado. Deixar para o ano que vem é praticamente condenar a visita para o “nunca mais”. Nessa de “agora ou nunca”, comprei o ingresso. Vou.
Semana passada estive em Tóquio. Fazia uns bons 6 meses que não ia para lá. A capital japonesa é realmente fascinante. E só me lembro disso quando vou para lá. É um frenesi, um corre-corre, uma confusão de gente e milhões de linhas de metrô que se misturam. É uma confusão só, o povo que sobe a escada rolante do lado direito (em Osaka é para ficar do lado esquerdo). Osaka e Tóquio são bem parecidas, mas são também diferentes. Perto de Tóquio, Osaka fica tão interiorana (que os Osaka-jins não me ouçam dizer tal heresia que faria alimentar ainda mais a rivalidade entre as duas cidades). Encontrei alguns amigos que não via há seculos, visitei lugares interessantes e fiz uma visita na importante biblioteca do congresso.
A biblioteca é imensa, fica no quarteirão mais policiado de Tóquio, pertinho da casa (uma mansão) do primeiro-ministro Taro Aso, e logo que saí da estação já vi uma cena rara: uma manifestação praticamente em frente ao escritório de Aso, dos hibakushas – os sobreviventes da bomba atômica, que pedem melhores condições de tratamento médico. Manifestação organizada, sem atrapalhar trânsito. Coisa singela. Coisa japonesa.
A biblioteca, além da dimensão assustadora, é de uma eficiência de dar gosto de pesquisar. Você entra, coloca seus pertences num armário, fecha, pega uma sacolinha plástica transparente para você por lápis, caderno, celular, água, e entra com um cartão que você prepara num computador com os seus dados. Entrando, vai para um terminal solicitar o livro. Dá para de antemão pesquisar os livros pela internet em inglês, então eu já sabia o que eu queria. Mas a solicitação que é feita na biblioteca (somente pelo computador) é toda feita em japonês. Funcionários falantes de inglês têm aos montes para te ajudar a entender como fazer a solicitação. Livro solicitado, você vai para uma imensa sala de espera com um painel gigante que avisa quando o seu livro está disponível. Demora entre 20 minutos a meia hora para o material chegar. O número do meu cartão brilhando no painel avisava que a minha solicitação já estava disponível. Eu pedi pra ver uma revista intitulada “Imperador” que continha fotos que mostravam o lado “humano e comum” do Hirohito. Material de 1946, microfilmado. Leitores de microfilme modernos me esperavam e lá fui eu. Mas o material que tinha me levado a Tóquio ficava em um outro andar: uma sala apenas para pesquisa de materiais sobre a história do Japão moderno. O fundo que me interessava era o do período da ocupação americana, que tinha muita coisa em inglês, circulares secretas, decretos, etc. Queria esmiuçar alguns pontos. Depois de selecionado o material que queria tirar cópia, assinei um termo onde diz que vou utilizar o material somente para escrever a tese. O material solicitado seria enviado pelo correio e o pagamento seria feito somente quando eu tivesse o material em mãos. Chegou nessa quarta o envelope com as cópias e a notinha para eu fazer a transferência bancária. Eficiente. Já me deu saudades de pesquisar num lugar assim.
Ainda em Tóquio, tinha planejado visitar um lugar polêmico. Aqui no Japão, visitar esse lugar pode ter muitas conotações. Se um japonês falar que visitou tal templo, com certeza vai ser tachado de cara de “direita”. A minha amiga japonesa que me acompanhou, no dia anterior enquanto conversávamos com um amigo japonês dela, disse baixinho que ia no tal templo e o amigo arregalou os olhos e emitiu o famoso "êeeee", interjeição de espanto dos japoneses...
Yasukuni é o templo para os mortos de guerra. E todo ano, quando algum político vai para lá (lembro muito de ser mostrado na TV o alvoroço quando Koizumi ia visitá-lo), protestos da China , da Coréia e de Taiwan mostram a insatisfação e consideram uma afronta tal ato.
O culto aos mortos e ancestrais é muito respeitado no Japão. Para os japoneses, os mortos são “sagrados” e devem ser cultuados, segundo as tradições budistas. Por exemplo, o festival “Obon” na segunda semana de agosto, é um dos mais importantes, quando todos os japoneses costumam voltar para a sua terra natal para ficar com a família. Nessa semana, os japoneses acreditam que os seus ancestrais retornam para casa para ficar com a família.
No templo Yasukuni, são cultuados os espíritos de quase 2 milhões e 500 mil soldados que têm seus nomes grafados no templo (o respeito e a importância é tamanha que os nomes dos soldados foram escritos no que eles chamam de “Livro das almas” pelos filhos do imperador ou pelo próprio, ou seja, doaram a sua “sagrada” caligrafia para o registro). 
Mas a polêmica está no fato de o templo também servir de abrigo para o espírito de 14 criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial. A sociedade japonesa se divide entre aqueles que acham que os espíritos de tais criminosos devem continuar a ser cultuados em tal templo (são considerados “mártires” julgados injustamente pelas forças Aliadas) e outra parte da população que acha que deve separar o joio do trigo, não se deve misturar alhos e bugalhos, ou seja, para esses criminosos, outro templo, por favor.
O templo acabou virando o símbolo do nacionalismo japonês. Na entrada vi vários elementos disso: um senhor tocando “shaminsen” vestia uma camiseta com a antiga bandeira japonesa, que dizia que o Japão devia voltar ao que era antes; e os temidos carros pretos. 
Aqui, a direita japonesa pode ser vista pregando em vans normalmente pretas, com a bandeira japonesa pintada nas portas e com autofalantes entoando canções militares ou o hino nacional japonês. São conhecidos como “Uyoku”, e foram muito solidários aos americanos no sentimento anticomunista durante a guerra fria. O caráter dos seus participantes é esse: ultranacionalismo e ferrenho anticomunismo. Na porta do Yasukuni é comum ver seus carros estacionados, pois para eles os criminosos de guerra que lá estão são grandes mártires. Ver um carro desses na rua me dá um frio na espinha....

Na entrada do templo, logo um aviso aos jornalistas: nada de filmar ou entrevistar as pessoas que estão ali rezando. Respeite a privacidade.
O templo também tem um museu. Encaixou certinho na minha pesquisa. O museu é a exata glorificação da guerra.
A guerra como uma obrigação divina. Demoramos cerca de 3 horas dentro do museu, que relatava detalhes de todas as guerras em que o Japão participou, além de tesouros da família imperial. Uma das salas que causa comoção nos japoneses é a sala das noivas, e que é propositalmente, na minha opinião, colocada no final. A sala é repleta de bonecas noivas que foram doadas por mães de soldados mortos que não tiveram a oportunidade do casamento. As noivas ali representadas pelas bonecas serviriam como uma espécie de conforto à alma dos jovens soldados.
Terminar uma exposição com uma sala que faz você se sentir próximo do soldado e compartilhar com ele da sua história, seja pela carta da mãe ou pela carta do próprio soldado que já antevia seu destino e escreveu aos pais, esposas e filhos, nos faz sempre pensar que tudo, tudo tem um propósito. Nada é gratuito. O museu mostra a versão japonesa dos fatos. E pra quem está interessado em ver as várias versões da história, visitar um museu assim é um prato cheio.
PS: para quem tem curiosidade, essa página mostra depoimentos de soldados japoneses – ex pilotos kamikazes, que dão sua visão particular da guerra. O detalhe interessante: a entrevistadora é húngara, que é curiosa em saber porque os jovens japoneses atuais não sentem “orgulho” do Japão. Vale a pena ver. Em inglês.
http://www.morinoske.com/
E a tal da gripe chegou por aqui.
Rápidas notícias sobre o andar da carruagem
(Fonte: Japan Times)
Aqui as pessoas comentam...como pode se espalhar tão rápido um vírus num país tão asséptico?
Segundo a minha professora de japonês, parte da culpa é dos jovens colegiais que não tem muita dimensão das coisas. Contou-me que, por conta dos cancelamentos das aulas, os karaokês ficaram abarrotados de estudantes. Quer lugar mais propício para um vírus se espalhar do que num "karaokê box". E nos trens, nada de usarem máscaras.
Aqui agora, pessoas fogem de velhinhas suspeitas que tossem nas ruas, ou de alguém que acabou de espirrar do seu lado. É um treinamento e tanto para natação, já que ganha aquele que conseguir segurar a respiração por tempo maior.
Uma amiga estava me contando que nesse domingo tem um concerto em Kobe (o “epicentro” da gripe) e está pensando em não ir, mas está com dó de jogar o preço do ingresso pela janela. Mas a idéia de uma sala de concerto com todos mascarados, inclusive os músicos, é um tema e tanto para boas fotos. Coisas estranhas na ilha.
E por falar em bizarrices, ouvi dizer que os estudantes que foram para Nova York e que trouxeram na bagagem além dos tradicionais “omiages”( souvenirs) o tal do temeroso vírus, começaram a receber e-mails agressivos, bem como o professor que os acompanhou. Espantoso!
Hoje abri o “Japan Times”, um dos jornais em língua inglesa, que circula por aqui, e vi uma reportagem também não menos bizarra: o diretor da escola dos tais alunos que foram para os EUA, pedindo desculpas por ter permitido o embarque dos 6 estudantes que retornaram ao Japão infectados.
Agora, o que andei procurando pra comprar e não tinha jeito de achar? As máscaras. Esgotadas. Fui com meus amigos ao Carrefour que logo na entrada pedia para as pessoas usarem máscaras dentro do estabelecimento. Foi lá o único lugar que achei as tais. Logo vi de longe um aglomerado de pessoas num stand. Com certeza eram as tais máscaras, que saem por cerca de 15 reais um kit com 11 e por 10 reais um com 3 - esse mais caro porque vem com um refil de eucalipto. Imaginem só se as máscaras não desapareceram num piscar de olhos. Agora, a eficácia da máscara ainda é bastante discutível.
E por falar em modos de prevenção, minha amiga coreana dá uma receita infalível, testada em ratos (?!) na Coréia: coma kimuchi (uma espécie de conserva de acelga, pimenta e alho, muuuuito alho). A minha vizinha sueca disse: para prevenir de pegar a tal gripe, lave as mãos, faça gargarejo e não toque nos cabelos? Hã? Isso mesmo, segundo ela, o vírus pode "grudar" nos cabelos.
PS: Por causa da gripe, um estado de horror se instalou entre todos. Essa semana as aulas foram canceladas e na semana que vem, com certeza vamos ter uma sala de aula 100% mascarada.
PS2: No começo da semana, a gripe estava apenas em Kobe e Osaka. Agora, já se espalhou por mais seis prefeituras. Número de hoje: 292 pessoas infectadas.
PS3: ando meio relapsa com o blog, né? Perdão queridos leitores. Volto assim que terminar uma leitura importante.
Abraços – sem vírus.

Aloha 2
Honolulu

Pegando uma onda...
Sand Beach






Pedra da Baleia, Sand Beach

Manoa Valley. Lost locations


Entardecer em Ala Moana

Hora de ir embora, pegar o rumo de casa...


Daqui a alguns dias começa o novo ano fiscal japonês. Dia 1o de abril. Mais um ano escolar que se inicia. O meu último aqui. É o 7o ano do ciclo se iniciando, preparando para o desfecho.
O Japão me trouxe coisas boas, mas também tirou muitas. A distância dos queridos, estar num país estrangeiro onde você se sente estrangeiro a todo instante foi uma das coisas mais difíceis de lidar no começo. Depois, como todo bom brasileiro, a gente se acostuma. Graças ao Japão, eu aprendi inglês e italiano. Engraçado isso, mas é verdade. O contato com outros estrangeiros te faz falar em línguas nunca dantes praticadas. O japonês é outra história. No ano passado, fiz meu teste de proficiência em japonês e passei. Esse ano, farei mais um teste para outro nível.
Trabalhar no Japão me fez conhecer nada menos que 16 países. Sempre quis mesmo era viajar, conhecer outros lugares, outras culturas, olhar o que há pelo mundo afora. Aqui, o fato de você viver numa grande comunidade, faz você ter amigos em várias partes do globo. Nunca tive pudores em pedir abrigo aos amigos nas viagens, nem de mochilar, nem de dormir em albergue da juventude.
A minha última viagem foi ao Havaí. Tenho uma amiga lá que me hospedou por 10 dias.
Nunca tinha pensado em visitar o Havaí. Nunca tinha passado pela minha cabeça ir para lá. Inevitável lembrar do seriado “A Ilha da Fantasia” (quem tem mais de 30 sabe do que estou falando).

Havaí faz parte do território americano desde 1900. A população por lá é multicultural. A maioria (quase 50% da população havaiana) é de origem asiática: japoneses, filipinos, chineses e coreanos fazem parte do cenário havaiano. Apenas 8% da população é nativa havaiana ou polinésia. O Havaí pode ser considerado um ótimo lugar para se viver. Clima sempre agradável (apesar da chuva praticamente diária no inverno); pessoas que vivem no espírito “hang loose” todo o tempo. O “espírito de aloha” (que significa “oi” e “compartilhar, com alegria, da energia da vida) é contagiante, e faz realmente parecer que você está numa grande colônia de férias. Conheci apenas uma ilha do Havaí: Oahu, onde fica a capital, Honolulu.
Honolulu é a cidade de Obama (tem até tour pela escola onde estudou, a casa da avó, onde ele cresceu e tal.) É em Honolulu a famosa Waikiki, a praia dos ricos e point de famosos. Honolulu tem pouco mais de 350 mil habitantes. Cidade limpa, organizada. Sistema de transporte eficiente e preço razoável. “The bus”, “ the boat”; “the taxi” são os nomes das companhias de transporte de ônibus, barco e táxi.
Os japoneses adoram ir ao Havaí. Tanto na ida quanto na volta, eu era a única estrangeira no vôo. O perfil dos japoneses que viajam ao Havaí é mais ou menos esse: casais que se casam por lá e tiram as famosas fotos “arrasta vestidão branco na areia da praia”; casais em lua-de-mel; aposentados (que agora PODEM tirar férias); grupo de estudantes colegiais em viagens de formatura, etc. São tantos japoneses turistas por lá que é comum ver nas lojas, coisas escritas em japonês.
Se você me perguntar se vale a pena visitar o Havaí, direi que depende do que você gosta. Se gosta de agitação, talvez não seja o melhor lugar para visitar. Mas, para aquele que gosta de natureza, de praias de tirar o fôlego e de uma cor de te deixar boquiaberto, de aventuras radicais (uhuuuuu), é o lugar certo.
Visitei alguns museus por lá. Honolulu Academy of Arts; Bishop Museum. Também fui à Pearl Harbor, que, na minha opinião, o tal memorial e o filminho estilo bombardeio de informações, deixou muito a desejar. O memorial Arizona é um lugar bastante requisitado pelos turistas. É gratuito e no final você vai de barco até o local onde o que restou do “Arizona” jaz. Em frente ao Memorial está o Missouri, aquele navio onde foi assinada a rendição japonesa e tirada a famosa foto de Hirohito e MacArthur.

Um dos lugares mais fantásticos do Havaí é Hanauma Bay. Antes de você entrar na reserva, você assiste um filminho ensinando ao turista a preservar o local. Também pudera: é como se você entrasse num aquário para nadar, cheio de várias espécies marinhas e imensos recifes de coral. Foi ali que eu usei o snorkel pela primeira vez.
A baía de Hanauma foi formada a partir da erupção de um vulcão. Aliás, vulcão é o que não falta no Havaí. A ilha “Big Island” é onde tem os grandes vulcões ativos.
O Havaí também me surpreendeu pela quantidade e diversidade de pássaros. Aliás, lá é a morada do nosso Cardeal (chamado de “Brazilian Cardinal”), um simpático pássaro de cabeça vermelha, que sempre anda com seu (sua) companheiro (a).
E lá não tem cobra! Sabe porque? Por que o tal do mongoose é um pequeno grande predador de cobras. Carinha inofensiva tem o bichinho que parece um esquilo, mas ele em ação é outra coisa (veja o que o bichinho é capaz de fazer aqui )
Também é no Havaí que acontece as filmagens do Lost. (E eles pensam que eles estão perdidos...) Fiz a trilha de Manoa Valley (pertinho da Universidade do Havaí, onde fiquei), onde é uma das locações de Lost. Realmente, o Havaí é um ótimo lugar para se perder de tudo e de todos...
Sessão de fotos:
O filho pródigo

Moda Havaiana (pensei em comprar uma dessas para a ala masculina da família, mas mudei de idéia)
O famoso colar de flores. Aqui, na versão de plástico, que já disse uma vez os Titãs, "as flores de plástico não morrem". 99 centavos de dólar.

Mas não sei porque, me deu uma vontade de andar de ônibus. O James pode até ser "o" cara, mas o "The bus" é "o" ônibus. Tem até ar condicionado!
Hang loose 2,
Hang loose 4...(Com o Diamond Head ao fundo)
Hang loose 5... (detalhe o walkman nos ouvidos)
Hang loose 536... casalzinho na areia
Lugar perfeito para aquela atividade física que você sempre pensa em fazer e nunca tem coragem...
ói qui, Waikiki...
...onde quem é a grande estrela é ele, Duke, o maior (sem trocadilhos) surfista havaiano.
Outro casal...
E outro... (detalhe para a prancha, o resgate).
E o único casal não japonês da sessão, na lindíssima "Sand Beach" (cuja cor da água é assim mesmo, sem retoques). 
O famoso Missouri,
Aqui jaz o Arizona.
Uma olhadinha por dentro...
E claro, os nomes dos que morreram no bombardeio. 
No museu da Imigração Japonesa no Havaí, uma parte interessante conta a situação dos japoneses por lá durante a guerra. Muitos deles, nipo-americanos, que se inscreveram para lutar contra os japoneses, tinham sua lealdade questionada.
Mural no campus da Universidade do Hawaii, em Manoa.
A lenda da galinha sem cabeça,
O amor é lindo...
outras espécies
Inspiração para Hitchcock,
O casal brasileiro não é uma fofura?


Regras para os banhistas:
Hanauma é linda!
Linda não, belíssima!
Belíssima não, fantástica!
Todos esses adjetivos e mais um: estonteante!
Um presente

Olha só que legal. A Kanu, uma amiga portuguesa, me deu de presente esse selinho, o blog de ouro. Um super incentivo para as mulheres botarem pra quebrar no mundo virtual, não acham?
Agora, cada escolhida tem que escolher mais seis blogs para dar o selo. Algumas regras:
- tem que ser mulher (desculpem amigos blogueiros)
- tem que exibir a imagem do selo
- escolher seis mulheres diferentes para entregar o selinho
- deixar uma mensagem no blog da premiada, contando sobre o prêmio.
Eu escolhi essas blogueiras.
- O lindo dias et noites da Clara, lá na França.
- O da Jamine, lá na Bélgica, sensibilidade pura de um brasileira por aquelas bandas...
- O da Karina, que também narra, como eu, as suas aventuras no Japão.
- Da minha amiga e vizinha Johanna, que apesar de escrever tudo na sua língua, o sueco, me encanta com a sua disposição em escrever tanto sobre o Japão. Olhar as fotos é bem legal:-)
- A ótima Lola, que tem um humor delicioso e uma visão super crítica da sétima arte. Gosto muito de passar por lá e ficar horas...
- E o cheio de humor (adoro gente bem-humorada) - homem é tudo palhaço. Um blog de quatro. Literalmente.
Parabéns a todas essas super-mulheres!
"As pessoas de Rato geralmente tem muitos amigos, isso por que São muito fáceis de conviver e tem esse encanto inerente ao signo. São francos e honestos, mas de uma forma suave para não chocar quem os cerca. Gosta de festa e reuniões movimentadas. Trata os amigos e parente de uma forma especial e não se importa em dividir com eles o fruto de esforço."
Não é lindo o rato?
Mas esse ano, o ano do boi, uma japonesa veio teimar comigo que eu era boi e não rato. Isso porquê no Japão o animal vira assim que muda o ano. Mas na China não. O ano chinês geralmente muda em fevereiro e somente aí o novo animal estabelece o seu reinado. E por causa disso, eu sou considerada parte do animal do ano anterior, já que sou de janeiro...deu pra entender?
Ela até trouxe de presente para mim um lindo touro de bronze, lindo mesmo. Ai, mas sabe que não adianta, mas não me identifico com o boi? Ele pode ser forte, ser uma mão na roda, mas a minha alma ainda é do rato.




Lá fui então com uma simpática japonesinha para o campo de batalha. Como eu era a única iniciante, tive a sorte de ter uma aula particular. Mas deixa eu falar um pouco sobre o equipamento: Logo de inicio, achei medonho ter que usar aquelas pesadas botonas horrorosas (2,5 quilos) , que te dão uma sensação estranhíssima de pé engessado e de bota ortopédica – (ai, confesso que quase desisti só de ter sentido o tamanho peso nos pés). Andar com aquelas botas te faz sentir um verdadeiro robocop. Se alguém já avistou a lendária pata-choca, podem crer: ela também atende pelo nome de Fernanda com botonas de esqui.

(O snowboard, acima, dizem que é mais difícil)




(assim também é legal)
Japoneses gostam de indicar pratos de comida e de dar comida de presente. Outro prato típico de lá é o gigantesco caranguejo, de preço proporcional ao seu tamanho. É também uma delícia (apesar do trabalhão que dá em comer isso).
A cidade estava literalmente embaixo de neve. 





Nunca tinha visto tanta neve assim. A nevasca que atingiu Sapporo fez cancelar vários vôos e atrasar o nosso. Do alto do prédio, uma das visões mais impressionantes que tive foi ver a imensa massa branca se aproximando, engolindo a cidade. 




















